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Alunos de universidade do Paraná denunciam ataques a bolsistas e mensagens de cunho nazista em conversas online após eleições

Mensagens foram enviadas em um aplicativo de mensagens Unsplash Alunos de uma universidade privada de Maringá, no Norte do Paraná, denunciaram ao Ministério ...

Alunos de universidade do Paraná denunciam ataques a bolsistas e mensagens de cunho nazista em conversas online após eleições
Alunos de universidade do Paraná denunciam ataques a bolsistas e mensagens de cunho nazista em conversas online após eleições (Foto: Reprodução)

Mensagens foram enviadas em um aplicativo de mensagens Unsplash Alunos de uma universidade privada de Maringá, no Norte do Paraná, denunciaram ao Ministério Público Federal (MPF) uma série de mensagens com cunho nazista e ataques a bolsistas que circularam em um grupo de conversas de uma turma da instituição. As mensagens foram enviadas no último domingo (25) por estudantes de medicina, depois que o resultado das eleições presidenciais foi divulgado. ✅ Siga o canal do g1 Maringá e Região no WhatsApp Nelas, alunos fazem comentários ofensivos contra estudantes que ingressaram na universidade por meio de programas sociais, como o Programa Universidade para Todos (ProUni). Em uma das publicações, um estudante sugere superioridade em relação aos bolsistas ao comparar quem paga a mensalidade com quem conquistou a vaga por seleção acadêmica de programas sociais. "Quem paga trabalhou e tem 15 mil [reais] por mês para pagar >>>>>>> Quem passou numa provinha", escreveu um outro estudante. Além disso, imagens e expressões associadas ao nazismo também foram compartilhadas nos grupos. Outra aluna criticou as ofensas e ressaltou que todos terão a mesma formação, independentemente da forma de ingresso. "Virou bonito ofender quem não tem dinheiro para pagar toda a mensalidade como vocês? Todo mundo aqui vai sair com CRM [registro profissional de medicina]", disse. O g1 optou por não identificar os alunos por se tratar de um tema sensível, que ainda está sendo investigado pelos órgãos responsáveis, e que pode envolver menores de idade. O Ministério Público Federal informou que analisa a denúncia enviada pelos alunos. Leia também: ‘Não quero mais ver um nordestino na cidade’: Vereadora é alvo de inquérito policial após falas de cunho xenofóbico durante sessão no PR Assista: Vídeo mostra momento da queda de galho em cima de jovem na Praça Osório, em Curitiba Operação: Integrantes de facção recolhem assinaturas para projeto de lei que flexibiliza visitas íntimas em presídios e são presos 'Clima hostil' Ao g1, um estudante informou que tanto os universitários que fizeram as ofensas quanto aqueles que foram alvos das mensagens não estão frequentando a instituição desde a repercussão do caso. "É um clima hostil na faculdade, um clima hostil nos grupos, que vai muito além de divergências políticas. Parece que o contexto da eleição foi apenas um pretexto para eles extravasarem o ódio às pessoas mais pobres", disse o estudante, que preferiu não ser identificado. Agora no g1 A UniCesumar, instituição em que os alunos estudam, ressaltou que os grupos nos quais circularam as mensagens não são canais oficiais da universidade. Além disso, informou que abriu uma sindicância para apurar o caso e tomar as medidas necessárias. Confira a nota completa abaixo. O Conselho Regional de Medicina (CRM) disse que adotará providências cabíveis e acompanhará os desdobramentos do caso. O que diz a instituição de ensino? Em nota, a UniCesumar afirmou que repudia qualquer forma de discriminação ou preconceito. Veja na íntegra: "A UniCesumar reafirma seu compromisso com a ética, com a responsabilidade, e com o respeito à vida e aos valores que orientam a formação de seus estudantes, e repudia veementemente qualquer forma de discriminação ou preconceito. A universidade esclarece que abriu sindicância para apuração do caso, e adotará todas as providências cabíveis, em conformidade com seus regulamentos internos e princípios éticos. Cumpre ainda informar que o grupo de WhatsApp, no qual circularam mensagens discriminatórias não tem qualquer vínculo com a Instituição, não se tratando de canal oficial desta. E, considerando que o acesso ao grupo ocorre mediante o convite dos próprios participantes e, não é restrito à comunidade acadêmica, a universidade consegue identificar apenas os integrantes que fazem parte de seu corpo discente, cujos dados não serão compartilhados por questões legais e éticas relativas à confidencialidade. A UniCesumar ressalta que o Núcleo de Apoio ao Estudante de Medicina (NAEME) permanece à disposição dos alunos para oferecer acolhimento, orientação e suporte". O que diz o CRM? O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) informou que as atitudes descritas ferem os princípios do Código de Ética do Estudante de Medicina. Confira: "Tais atitudes ferem diretamente os princípios fundamentais do Código de Ética do Estudante de Medicina, segundo os quais o estudante deve estar a serviço da saúde do ser humano e da coletividade, exercendo suas atividades sem discriminação de qualquer natureza. A escolha pela Medicina exige compromissos humanísticos e humanitários, pautados pela promoção do bem-estar físico, mental e social dos indivíduos e da coletividade. Atitudes discriminatórias são incompatíveis com esses valores e não devem ser toleradas no ambiente de formação médica. O CRM-PR adotará todas as providências cabíveis no âmbito de suas atribuições institucionais e acompanhará o desdobramento do caso, contribuindo para que haja uma apuração rigorosa e transparente dos fatos pelas instâncias competentes". VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Norte e Noroeste.

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